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O Auto da Compadecida 2 estreia com debate sobre coronelismo e poder da mídia | Vida & Arte

O Auto da Compadecida 2 estreia com debate sobre coronelismo e poder da mídia | Vida & Arte

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O Auto da Compadecida 2 estreia com debate sobre coronelismo
Foto: fotos Divulgação/Laura Campanella
“O Auto da Compadecida 2” ganha primeiro teaser

Quando a dupla João Grilo e Chicó, personagens do famoso dramaturgo Ariano Suassuna, ganhou vida nas telas de TV e cinema nos anos 2000, eles rapidamente conquistaram ainda mais espaço no imaginário popular brasileiro. “O Auto da Compadecida”, lançado há quase 25 anos, cativou o público graças ao carisma da dupla principal, interpretada por Matheus Nachtergaele e Selton Mello, e ao roteiro adaptado por Guel Arraes, inspirado diretamente na obra homônima do autor pernambucano.

Era de se esperar que o retorno à cidade de Taperoá, mais de 20 anos após o lançamento da obra original, gerasse grande comoção no público. Afinal, como mencionado anteriormente, o filme conquistou o público brasileiro de imediato, tornando-se não apenas um sucesso instantâneo, mas também um clássico do audiovisual nacional.

Na nova trama, ambientada dez anos após os acontecimentos do filme original, João Grilo (Matheus Nachtergaele) retorna à cidade de Taperoá, agora cada vez mais moderna nos anos de 1950. E, apesar da modernidade que avança a passos largos na pequena cidade, algumas coisas permanecem inalteradas. O coronelismo continua a ser uma das maiores forças políticas do local, ao lado da nova rádio da cidade, que usa seu poder midiático para manipular a população. Junto a esses dois pilares, a religião também se faz presente, desta vez representada por Chicó, que passou os últimos anos narrando as histórias de João Grilo para romeiros na antiga igreja da Compadecida. É sobre esses três eixos – coronelismo, mídia e religião – que “Auto da Compadecida 2” constroi sua narrativa.

O trio de roteiristas, formado pelo diretor Guel Arraes e pelos parceiros João Falcão e Adriana Falcão, enfrentava um grande desafio: desta vez, não contavam com a obra original de Suassuna como base para o roteiro. Essa dificuldade é evidente ao longo do filme. Embora apresente pontos interessantes, como o uso do turismo religioso como fonte de renda para cidades do interior do sertão, a migração de pessoas em busca de melhores condições de vida, e a posterior busca por suas origens e afetos, além da influência descontrolada da mídia da época, o longa de quase 120 minutos não se aprofunda em nenhuma dessas questões.

O roteiro acaba repetindo quase integralmente a trama do filme anterior, mas de forma mais simplificada, o que não gera surpresas nem um interesse genuíno por parte do espectador – exceto pela nostalgia evocada. Muitas cenas são praticamente idênticas às do primeiro longa, quase como se os responsáveis ​​tivessem decidido apenas “repetir” a fórmula, mas de maneira mais tímida. Essa escolha inevitavelmente leva a comparações com o filme original.

A direção opta por um tom ainda mais teatral, o que funciona, considerando que muitos dos novos personagens são ainda mais caricatos que os anteriores – o que, por si só, não é um problema. No entanto, apenas a dupla principal recebe de fato algum desenvolvimento, enquanto personagens como Rosinha (Virgínia Cavendish) aparecem em tela quase exclusivamente para preencher pequenas lacunas narrativas, sem maior relevância.

O ponto alto do filme é, sem dúvida, a atuação de Matheus Nachtergaele e Selton Mello. Mesmo após mais de duas décadas desde “O Auto da Compadecida”, a dupla não perdeu sua química, capturando a atenção do público sempre que estão juntos em cena. Embora Chicó tenha um roteiro mais genérico, o personagem ainda apresenta nuances interessantes, habilmente trabalhadas por Selton. Já João Grilo, mais uma vez, é a alma do filme. O carismático do palhaço trapaceiro interpretado por Nachtergaele continua irresistível, protagonizando uma das sequências mais marcantes do longa: uma cena em que, longe de sua cidade anterior, ele assiste em uma tela de cinema ao sofrimento vivido por seus conterrâneos.

“Auto da Compadecida 2” traz boas ideias e um elenco à altura de seu antecessor, mas falha em oferecer a originalidade necessária para uma sequência de uma obra tão emblemática. O desfecho previsível e a falta de profundidade em suas abordagens deixam a desejar. Ainda assim, o filme soa como uma homenagem carinhosa, quase como um “especial de Natal”, que nos permite revisitar o realismo mágico de Suassuna e seus personagens inesquecíveis, que conquistaram o Brasil de tantas maneiras.

Auto da Compadecida 2

Confira as sessões:
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FONTE DO ARTIGO

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